ou de verão
seja de carnaval
ou de são João
amores vêm
Ontem sonhei que o Albert Einstein passeava no parque do Bom Menino com sua cadelinha de estimação Luz — uma Saluki, presente do irmão Jacob. O cientista vestia calção azul, estava sem camisa, calçava sandálias havaianas e usava uma bolsa de couro a tiracolo. No cabelo, tranças.
Atento a conversa, o dono da barraquinha deu sua opinião: “A humanidade só alcançará a paz quando for instalada a tolerância plena no mundo, quando cada indivíduo aprender a respeitar o direito do outro ser diferente”. Neste momento foi chamado de insano por uma senhora gordalhona que comia um cachorro-quente e tomava suco de cupuaçu, ao que Einstein interveio: “Minha senhora, não há nada que seja maior evidência de insanidade do que fazer a mesma coisa dia após dia e esperar resultados diferentes”.
Acordei e lembrei-me do Edson Marques, que grita todos os dias no meu ouvido. “Marco, só o que está morto não muda!”. Mudemos todos, então.
eu sei, meu bem,
que seu sonho era comer
uma sueca alta loura boa
finge, meu amor
fecha o olho e finge
o meu cabelo
a gente tinge.
(Ana Elisa Ribeiro)
“Ao pensar sobre a possibilidade do casamento, cada um deveria se fazer a seguinte pergunta: ‘Você crê que seria capaz de conversar com prazer com esta pessoa até a sua velhice ?’. Tudo mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar”.
(Friedrich Nietzsche)